28 de março de 2011

A entidade interna

É claro que eu não poderia esperar de mim realidade totalmente nova. Particularidades resquiciais de certas ocasiões tornam-se adaptadas aos novos ritmos. Acontece que, quando o hálito faz o sopro, e o sopro faz a nota, a flauta toca. E quando a flauta toca, eu atendo e digo: - mas quem é que tá falando? - o som reboa, o eco responde: -mas quem é que tá falando? - e, batendo nas paredes internas do meu corpo, eu o ouço infinitamente. Depois de um tempo incerto, num ponto distante no infinito, o pensamento se impõe em voz e diz: - e isso realmente importa?

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