12 de abril de 2011

Reis, doces e precipícios

E a imprevisibilidade da previsibilidade habitual reina. Meus vivas ao rei! A vida pulula muito mais livremente assim! Não seguindo o ritmo pré-estabelecido de vozes e movimentos, ouço, finalmente, as batidas de coração - minhas e de quem mais respira o puro livre-ser do momento. E tanto vivo isso, que nem mais sei se ainda tenho os meus antigos desejos, os meus desejos coloridos e saborosos, com cobertura de previsibilidade, que eu costumava assar e comer quentinhos - na minha acomodação supérflua - com um pouco de granulado em cima. Talvez eu realmente não os queira mais. Talvez prefira a imprevisibilidade, mesmo que desconfortável e duvidosa, mas que tem a surpresa e a fascinação, como nunca vivi antes. Sim, essa imprevisibilidade vicia. O precipício lá embaixo chama sedutoramente quem está na sua beira. E eu, eu só me rendo aos seus encantos.

4 comentários:

  1. Parece que o precipício sempre está lá embaixo. Sempree.
    Escrevendo muito, como sempre. (e sem precipício)

    ResponderExcluir
  2. "O precipício lá embaixo chama sedutoramente quem está na sua beira".

    E como é bom se jogar... mesmo que vc saiba que dói quando a gente chega no fundo.

    Ainda bem que a previsibilidade viciante que me trouxe aqui. Ótimo post!

    ResponderExcluir
  3. Caríssima, li e reli alguns de seus posts e tenho que dizer que você se expressa muito bem!
    Esperando atualizações :)

    ResponderExcluir
  4. 'Talvez prefira a imprevisibilidade, mesmo que desconfortável e duvidosa, mas que tem a surpresa e a fascinação, como nunca vivi antes.'


    Essa frase está......perfeita!
    Nada a comentar depois disso, seria encher linguiça. :)

    ResponderExcluir