Com o sopro gelado, o castiçal se apaga.
Tentam abrir bem os olhos e arreganhar os dentes alvos, em uma tentativa suplicante de ver um resquício de brilho, mas já não podem mais. A escuridão total toma suas vistas e seus corações, como se já a eles pertencesse há muito tempo. Renasce o frio apavorante de terror, de suas entranhas em desespero. O grito de agonia não irrompe, sufoca-se, como que torturado, em suas gargantas. E assim permanecem, em pânico incessante e absoluto, por toda a eternidade.
Ah! Me lembrou aquelas torturas mitológicas, que sempre eram mais ou menos eternas... haha
ResponderExcluirPô Júlia, que sensibilidade, ein cara? Parabéns.