9 de maio de 2010

Inesperando

Quantas surpresas venho tendo nesse ano...Bem, mas nenhuma é o que eu chamaria de uma boa surpresa. Também não disse que são ruins...só acho que "bom" e "ruim" não cabem para classificá-las. Aliás, é incrível como tudo precisa de classificação para existir. Se não está classificado, é o que afinal? Isso deve ser uma espécie de necessidade humana, para que consigamos ficar em paz. Os nomes, por exemplo, são um modo de classificar coisas, pessoas, fatos, sentimentos...e quando não achamos uma palavra que defina o que queremos dizer ficamos...perdidos, totalmente. De fato é desagradável você ter um sentimento, que é algo tão interno, tão íntimo, e querer expressá-lo, exteriorizá-lo, libertar-se dele, e não encontrar um modo de fazer isso.
E foi exatamente por tomar consciência dessa necessidade classificatória embutida, mas que nem sempre (percebo agora) é uma necessidade real, que eu decidi não me definir em relação a uma dessas surpresas em especial. Ou, por outras palavras, decidi não me julgar. Consigo viver com isso. É claro que tentei, no início. Essa tal surpresa fez minha mente delirar à procura de uma definição. Mas não foi tão fácil achar. No meio de toda essa aflição, acabei notando que o que eu tanto procurava, a definição, era o menos importante. O que de fato importava era só o que estava sentindo.

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